Em 2027, não gerar crédito tributário pode custar clientes.
Descubra em 1 minuto qual modelo do Simples Nacional faz mais sentido para a sua empresa: normal ou híbrido, e veja o impacto na sua competitividade e no seu caixa.
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Como se decide o regime na Reforma
Escolher regime sempre foi um ritual de fim de ano: olhava-se o faturamento e comparava-se Simples, Presumido ou Real. A Reforma muda a conta. Com o fim do PIS/Cofins e a entrada da CBS em 2027, e o avanço do IBS entre 2029 e 2032, surge uma variável que antes quase não pesava: o crédito.
1. Separe seus clientes
Quem vende para empresas (B2B) precisa gerar crédito, é o crédito que deixa o fornecedor competitivo na Reforma. Quem vende para o consumidor final (B2C) sente bem menos esse efeito. A conta começa por aqui.
2. Veja quanto crédito cada regime gera
No Simples normal, o crédito que você repassa é pequeno (só sobre o percentual dentro do DAS). No híbrido, você apura CBS/IBS por fora e gera crédito cheio. Dois fornecedores com o mesmo preço passam a ter custo real diferente para o cliente.
3. Simule os cenários com dados reais
O certo é comparar, cliente a cliente, quanto sairia no Simples normal, no híbrido e, quando fizer sentido, no Lucro Presumido/Real, cruzando as notas reais com as regras da LC 214/2025.
Acertar o regime não basta se o crédito vaza na emissão. Um código de classificação tributária errado ou um NCM que não conversa com a operação faz o crédito que deveria passar ao seu cliente simplesmente não passar. Fazer isso à mão, para a carteira inteira, é inviável, por isso a análise usa os seus documentos.
O prazo é agora
O crédito escriturado corretamente em 2026 já pode ser aproveitado na virada para a CBS em 2027, mas só com as obrigações certas desde já. Quem se organiza antes larga na frente.