Sou do Simples Nacional: o que muda pra mim (e o que é o "híbrido")
Primeiro, a boa notícia
Se você é do Simples Nacional ou MEI, o regime simplificado continua existindo. Você não é jogado automaticamente no modelo cheio de CBS/IBS. A cobrança dos novos tributos, na regra geral, segue dentro do seu DAS.
Mas há um ponto novo importante, e é aqui que entra a palavra "híbrido".
O que é o caminho "híbrido"
As vendas feitas por optantes do Simples geram crédito de IBS e CBS para clientes que são de regime normal (Lucro Presumido ou Real). O detalhe é quanto de crédito você repassa.
De forma simplificada, surge uma escolha:
- Continuar só no DAS, mais simples, mas pode transferir menos crédito ao seu cliente empresa.
- Adotar o caminho híbrido, recolher parte no modelo dos novos impostos (CBS/IBS) para gerar mais crédito ao cliente, mantendo o resto no Simples.
Por que isso importa? Porque, se você vende para outras empresas (B2B), seu cliente compara: comprar de você (que gera pouco crédito) pode sair "mais caro" para ele do que comprar de um fornecedor que gera crédito cheio. Isso afeta sua competitividade.
Não existe resposta única
Esse é um tema amarelo de propósito: a escolha certa depende do seu caso.
- Vende muito para consumidor final (B2C)? O crédito do cliente importa menos, ficar no DAS costuma fazer mais sentido.
- Vende muito para outras empresas (B2B)? Aí o híbrido pode proteger sua competitividade.
Vários detalhes ainda dependem de regulamentação, e o teto de faturamento do Simples pode ser revisto no futuro. Ou seja: decisão para acompanhar de perto, não para cravar por boato.
O que observar no seu negócio
- Descubra seu mix: quanto do seu faturamento é B2B e quanto é B2C.
- Converse com seus clientes empresa: eles vão perguntar quanto crédito você gera.
- Simule antes de decidir: a opção pelo híbrido só compensa se os números do seu negócio disserem isso.
Aqui, decidir errado por pressa custa mais caro do que esperar o momento certo com dados na mão.
Fonte: EC 132/2023 + LC 214/2025. Conteúdo informativo e preliminar, em linguagem de empresário; não substitui a análise do seu contador.